SINASPEN-AL

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Buraco na cerca do Cyridião foi passagem para ação planejada de fuga


A reportagem do Alagoas em Tempo, na intenção de melhor esclarecer aos leitores as origens de tantas fugas ocorridas no presídio Cyridião Durval, que é o recordista na modalidade, foi em busca de um motivo para tanto atrativo dos presos que estão no Baldomero Cavalcanti insistirem para serem transferidos para o Cyridião.
Encontrou, com a ajuda dos moradores do conjunto residencial Gama Lins, uma abertura feita na frágil cerca, única barreira entre o complexo prisional e a comunidade do conjunto. Há aproximadamente três anos esta vem sendo a principal trilha de fugas dos presos que são resgatados por outros comparsas, a exemplo do que aconteceu na noite de segunda-feira, 31, quando 11 detentos conseguiram evadir-se do presídio.
Embora com o medo estampado no semblante depois de assistirem às centenas de tiros disparados por agentes e fugitivos na noite de réveillon, quando dois detentos morreram, os moradores da rua 8 mostraram um buraco feito na cerca que, segundo eles, existe há quase três anos. 'Todas as vezes que os presos fogem, passam por aqui.

Na última evasão, era mais ou menos 9h, eu já estava deitada porque aqui a gente dorme cedo. Ouvi muitos tiros e gritarias e em seguida barulho de carros se afastando. Aqui ninguém abre a porta quando acontece essas coisas, para não ser atingido. Acredito que os carros já estavam esperando os presos por esse lado da cerca', disse uma senhora, acompanhada pelos demais moradores que ainda estão assustados com o resgate.
Ação planejada
Depois de anunciar no Baldomero Cavalcanti, que teria R$ 100 mil para pagar o resgate, ocorreu uma 'Briga' entre os detentos quando, segundo a reportagem foi informada, a vítima teria sido o assaltante Adriano dos Santos, o 'Caetano' que, junto com outros presos, foi transferido para o Cyridião Durval.

Foi então que aconteceu o resgate. 'A gente aqui não pode falar muita coisa, mas nessa fuga eles passaram por aqui na minha porta, com vários tiros sendo disparados e entraram em veículos que estavam aí já aguardando a saída deles.
Digo isso porque ouvimos o barulho de carro. Acredito que havia mais de um veículo e seguiram a mesma rota das outras fugas. Percorreram toda essa rua que chegaram até um campo e em seguida entraram em um canavial onde desapareceram', disse outro morador. Segundo as informações, pela trilha, eles seguiram em direção ao Eustáquio Gomes.

Delegado especial

Ao tomar conhecimento do 'buraco' na cerca do presídio o diretor-geral da Polícia Civil, delegado Carlos Alberto Reis, reagiu indignado. 'A gente prende e eles têm a facilidade de fugir', disse o diretor. Com exclusividade para o Alagoas em Tempo, Carlos Alberto Reis informou que o delegado Haroldo Luca, titular do município de Satuba, será o delegado especial designado para presidir o inquérito que vai apurar a fuga ocorrida no Cyridião Durval.

Policiais temem invasão

Os policiais lotados no 10º distrito estão preocupados com a própria segurança, já que naquela distrital se encontra recolhido o delinqüente José Carlos Tenório Junior, conhecido como 'Pirata'. Ele estava com um veículo Gol cinza, placa MVG- 7503, que foi preso logo após o resgate ocorrido no Cyridião Durval. 'Se esse cara estava mesmo envolvido no resgate de véspera de Ano, nós estamos preocupados, porque a qualquer momento, algum grupo pode querer resgatá-lo', disse um policial civil de plantão


Fonte: Alagoas em Tempo Real
por Cícero Santana

domingo, 6 de janeiro de 2008

RESPOSTA AO DIRETOR GERAL DO CIRIDIÃO DURVALSr ANDRÉ

1- Sr ANDRÉ NOS EXPLIQUE PORQUE O SENHOR PERMITIU QUE O FRIGOBAR ISSO MESMO FIGOBAR DO CAETANO ENTRASSE NO MODULO SEM PASSAR PELA REVISTA, PROCEDIMENTO NORMAL COM OUTROS PRESOS. E O SENHOR AINDA PERGUNTA COMO AS ARMAS ENTRARAM NO PRESIDIO, O SENHOR LEMBRA TAMBÉM QUE PERMITIU QUE A GELADEIRA DO REEDUCANDO "VEREADOR" FOSSE LEVADA PRA SOLDAR O PÉ E QUANDO VOLTOU TAMBEM NÃO FOI REVISTADA SERÁ QUE A ARMA NÃO ENTROU EM UM DESSES REFRIGERADORES?

2- O SENHOR VAI DUAS, TRÊS VEZES NO MÁXIMO NO PRESIDIO E SE TRANCA NA SUA SALA, E COMO QUE POUCO TEMPO DEPOIS DA FUGA O SENHOR JÁ TINHA VALORES DO RESGATE E O NOME DOS AGENTES QUE FACILITARAM.

3-A TELA QUE O SENHOR MANDOU COLOCAR NÃO SEGURA NEM PASSARINHO QUANTO MAIS REEDUCANDO, SEM FALAR NO PERNOITE, QUE FOI O MAIOR RESPONSAVEL PELA FUGA, POIS NESTE PERÍODO NÃO SE FAZ REVISTA NEM SE ENTRA EM MODULO, MOMENTO QUE APROVEITARAM PRA SERRAR AS GRADES.

4- DE QUE GUARITA O SENHOR ESTÁ FALANDO, POIS PELO QUE SEI NA LAJE NÃO TEM GUARITA TEM UM BARRACO PRA TENTAR NOS PROTEGER DO SOL E DA CHUVA, E AS ARMAS QUE NÃO PASSAM NUNCA POR MANUTENÇÃO, SEM FALAR NAS MUNIÇÕES QUE NEM TODAS SERVEM PARA O RIFLE PUMA.

5- OS REEDUCANDOS QUE TEM LIVRE CIRCULAÇÃO PELO PRESIDIO, INCLUSIVE UM DELES FICA COM A CELA ABERTA 24 HORAS, SERÁ QUE NÃO É LIBERDADE DEMAIS PRA QUE ELE POSSA COLOCAR UMA ARMA LÁ DENTRO.

6- E ALGUMAS VISITAS QUE O SENHOR PERMITE QUE ENTREM SEM SEREM REVISTADAS MINUNCIOSAMENTE MESMO QUANDO A MAQUINA DE DETECÇÃO ACUSA ALGO DIFERENTE.

7- APROVEITE E ABRA UMA SINDICÂNCIA E TAMBÉM PRESTE QUEIXA NA DELÇEGACIA PRA INFORAMAR DA ESPINGARDA CALIBRE 12 QUE O SENHOR LEVOU PRA CASA E QE SEGUNDO O SENHOR FOI ROUBADA DE LÁ.

PORTANTO NOS RESPEITE, NÃO ACUSE SEM TER PROVAS, POIS CASO CONTRÁRIO ESTAREMOS LHE PROCESSANDO PARA QUE O SENHOR PROVE O QUE DISSE.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Teotonio Vilela sanciona Lei que reajusta salários de agentes penitenciários

governador Teotonio Vilela Filho sancionou a lei que concede o reajuste salarial para os agentes penitenciários do Estado de Alagoas. A sanção foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira, dia 4. Na lei, o Estado concede reajuste de 5% no salário dos agentes penitenciários do quadro efetivo, com efeito retroativo a 1° de dezembro de 2007.Além do reajuste, a lei 6.906 altera ainda o artigo 10° da lei 6.682, de janeiro de 2006, que cria o cargo de agente penitenciário, concedendo o acréscimo de verbas de gratificação de função de confiança e o adicional noturno. Para o intendente-geral do Sistema Penitenciário, tenente-coronel Luiz Bugarin, a aprovação do reajuste salarial e do adicional noturno da categoria traz uma maior motivação para os profissionais e, com isso, a melhoria nos trabalhos desenvolvidos no sistema penitenciário.“Além do reajuste salarial, a lei que cria o cargo de agente penitenciário não dava direito ao adicional noturno. A partir de agora, os agentes que trabalham no plantão de 22h às 5h terão direito ao adicional. Sabemos que com este avanço teremos agentes penitenciários trabalhando com mais motivação e prestando um serviço de melhor qualidade”, disse. O reajuste salarial da categoria foi discutido em diversas reuniões envolvendo representantes do Gabinete Civil, Gestão Pública, do Sindicato dos Agentes Penitenciários e da Intendência Penitenciária.Para o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen), Jarbas de Souza, a sanção da lei é vista de forma positiva pela categoria, pois demonstra uma mudança no olhar deste governo com a categoria. “Vimos de forma positiva o reajuste e a alteração da lei que concede o direito do adicional noturno para os agentes. É uma vitória para a categoria e expressa que o governo está olhando pelo sistema penitenciário, não apenas pelo reajuste, mas, também, pela compra de munição e melhorando as condições de trabalho”, ressaltou Jarbas.MuniçãoA Intendência Geral do Sistema Penitenciário (Igesp) está adquirindo nos próximos meses munição não-letal para uso dos agentes penitenciários nas unidades prisionais. A compra – que está em fase de empenho – se deve à autorização concedida pelo Exército Brasileiro, possibilitando a aquisição do material pelo órgão. “Estamos aguardando para este mês a autorização do Exército para compra de armamento letal e não-letal e munição letal. Com isso, poderemos proporcionar melhores condições de trabalho para os agentes penitenciários”, explicou o tenente-coronel Bugarin.Atualmente, todo o armamento e munição para o sistema penitenciário são adquiridos por meio de doação das Polícias Civil e Militar, impossibilitando que a Intendência adquira equipamentos novos. “Com estas autorizações teremos mais autonomia para adquirir o material de trabalho dos agentes e poder atender uma das grandes reivindicações da categoria, melhorando também a segurança nas unidades prisionais”, reforçou Bugarin.Agência Alagoas

BALDOMERO AS ESCURAS

DURANTE A TARDE DE HOJE, O BALDOMERO FICOU SEM ENERGIA E CONTEVE O PROBLEMA COM O FUNCIONAMENTO DO GERADOR, MAS NO CAIR DA NOITE A ESCURIDÃO VOLTOU A PREDOMINAR NO PRESÍDIO. TODO O BALDOMERO FICOU NA TOTAL ESCURIDÃO SÓ VOLTANDO A NORMALIDADE POR VOLTA DAS 20:30 hs.

Juiz determina e sessenta e cinco presidiários foram transferidos

TRANSFERÊNCIA
Atendendo a determinação do juiz da Vara de Execuções Penais, Marcelo Tadeu, a Intendência Geral do Sistema Penitenciário (Igesp) transferiu, nesta sexta-feira, 65 pressos que estavam detidos nos Presídios Cyridião Durval e Baldomero Cavalcante. Desse total, 48 foram transferidos do Cyridião Durval para o Baldomero Cavalcante e 17 lotados no Baldomero, migraram para o Cyridião.

O rodízio aconteceu para que os presos fiquem concentrados em locais específicos, ou seja, os provisórios estão no Baldomero Cavalcante, já os condenados permanecerão no Cyridião Durval. Essa é uma determinação da Legislação Carcerária, mas não vinha sendo cumprida pela Igesp, o que fez o juiz Marcelo Tadeu exigir o cumprimento da Lei.

Superlotação
Com a transferência, o Baldomero Cavalcante passou a abrigar 491 presidiários, o que significa que ele está superlotado, já que sua capacidade máxima é de 444 detentos. Informação que foi confirmada pelo diretor de Segurança e Inteligência da Igesp, coronel Paulo Sérgio.

Durante a transferência dos 65 presidiários, 120 homens do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Canil da Polícia Militar e do Grupo de Apoio Penitenciário (Gap) ajudaram na operação. “Tudo transcorreu na mais perfeita normalidade e atendemos a determinação do juiz Marcelo Tadeu”, evidenciou o diretor de Segurança e Inteligência da Igesp, em entrevista ao Tudo na Hora.
FONTE: tudo na hora

Maceió sedia Congresso Nacional de Segurança

No período de 04 a 07 de março acontece, no Centro Cultural e de Exposições de Maceió, o Congresso Nacional de Segurança Pública (Connasp). O evento, que possui 500 vagas disponíveis, será centrado em “Arquitetura Penitenciária, Violência e Direitos Humanos nas Relações entre Estado e Sociedade”. As inscrições de trabalhos podem ser feitas até o dia 30 de janeiro. Pretendendo promover um encontro entre profissionais, pesquisadores e estudantes, o evento será um espaço de troca de experiências e discussão sobre soluções para as questões da violência, justiça e direitos humanos.
Também serão propostas ações interdisciplinares para a melhoria dos problemas de planejamento do espaço penitenciário, abordando a utilização de novas tecnologias. Na programação constam não só conferências, mas também cursos, debates, mesas redondas e lançamentos de livros.
O Congresso é aberto a professores, pesquisadores, arquitetos, assistentes sociais, advogados, psicólogos, médicos, membros da segurança pública nacional e estudantes. As inscrições custam R$ 80,00 para estudantes de graduação; R$ 130,00 estudantes de pós- graduação; e R$ 280,00 para profissionais até o dia 15 de fevereiro. Quem perder esse prazo pode se inscrever até o dia do evento, mas com os valores de R$ 100,00; R$ 150,00; e R$ 300,00 respectivamente. Já estão confirmadas as participações do Dr. Luciano Meira, da UFPE; Roberto Aguiar, da UnB; e Hélio Greven, da UFRGS, além de Ricardo Morishita Wada, da Secretaria de Direito Econômico e Perly Cipriano, da Secretaria Especial de Direitos Humanos.
Outras figuras importantes da área também estão sendo esperadas. O Connasp é realizado pelo Grupo de Estudos, Pesquisas e Projetos Sociojuridicos (GEPSOJUR) e pelas Faculdades de Direito, Serviço Social, e Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas.
Entre os parceiros estão a Pró-Reitoria de Extensão (Proex), os Ministérios da Justiça da Argentina e do Brasil, o Governo do Estado de Alagoas, a Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), faculdades particulares de Maceió, entre outros.

Fonte: Gazeta WEB

Polícia Civil divulga foto do traficante “Aranha”


A Polícia Civil de Alagoas divulgou hoje de manhã fotografia do acusado em tráfico de drogas e homicídio, conhecido por “Aranha”, que atua na região do Vergel do Lago e bairros adjacentes.
“Aranha” porta documentos falsos em nome de Ivanildo da Rocha Barros e/ou João dos Santos.
O acusado de tráfico tem como sinais particulares tatuagem de uma teia de aranha no braço direito e outra de uma flor nas costas.
Qualquer informação deve ser prestada pelos telefones Disque-denúncia da Polícia Civil – 0800-2849390, ou da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico, antiga Delegacia de Repressão às Drogas: 3223-2787.


fonte: tudo na hora

Marcelo Tadeu diz que só fala com governador


O juiz da Vara de Execuções Penais, Marcelo Tadeu Lemos, em entrevista à Rádio Gazeta na manhã desta quinta-feira, afirmou que não irá mais falar sobre a situação do sistema prisional de Alagoas ao secretário de Defesa Social, general Sá Rocha, nem com o intendente-geral do Sistema Penitenciário, tenente-coronel Luiz Bugarin. Segundo Tadeu, estas conversas “não têm mais sentido”.
Marcelo Tadeu afirmou que irá exigir a separação de presos condenados daqueles sub judice, em cumprimento à Lei de Execuções Penais e à Constituição Federal. O juiz reconheceu que esta separação irá superlotar as unidades com presos provisórios, mas segundo ele, “se estourar, é problema do Executivo”.
Segundo a assessoria da Intendência de Administração Penitenciária, atualmente existem 50 reeducandos provisórios do Cyridião Durval, que foram transferidos para lá após a rebelião no Presídio Baldomero Cavalcanti, ocorrida no dia 16 de dezembro e que deverão voltar após a reconstrução dos módulos da unidade prisional, prevista para o final deste mês.
Marcelo Tadeu disse que todos sabem por onde entram as armas e as drogas nas unidades prisionais. De acordo com o juiz, estes objetos seriam levados por parentes dos reeducandos por meio da administração, graças a profissionais corruptos.

Bugarin

O tenente-coronel Luiz Bugarin, intendente-geral da Administração Penitenciária, reconheceu os problemas da junção entre presos condenados e provisórios. Quanto à informação de que o reeducando Adriano dos Santos Oliveira, o Cateano, teria pago R$ 100 mil para que agentes facilitassem a fuga de 11 reeducandos, ocorrida no último dia 31, e que resultou na morte de dois presos, Bugarin disse que foi aberta uma sindicância administrativa para apurar o que houve de fato, mas já anunciou o afastamento dos três agentes que estavam fazendo a guarda na laje do presídio no momento da fuga.

Bugarin informou, ainda, que encaminhará ainda hoje ofício ao delegado-geral da Polícia Civil, Carlos Alberto Reis, solicitando que ele nomeie um delegado especial para presidir o inquérito que investigará a fuga. O caso está sob a responsabilidade o delegado Egivaldo Lopes de Messias, titular do 10º Distrito Policial.


Fonte: Alagoas 24 horas

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Traficante deu ordem para matar tenente

Um traficante identificado como Charles Gomes - que cumpre pena numa penitenciária no complexo prisional de Alagoas
- pode ter dado a ordem para matar o tenente da Polícia Militar Antônio Ângelo da Silva, de 45 anos.
O tenente foi morto com um tiro na nuca, numa emboscada ocorrida no final da tarde de sábado, num trecho da Rua Carminha Vasconcelos, no Clima Bom I.
A ordem teria sido dada por telefone celular.O motivo da encomenda para matar o oficial teria sido a sua atuação efetiva no combate ao tráfico de drogas na região do Clima Bom. Ou seja, o tenente Ângelo morreu porque estava cumprindo a sua função de combater a criminalidade, principalmente o tráfico.
Mesmo agindo com rigor no combate aos traficantes do Clima Bom, o tenente Ângelo morava com a família no bairro. Quando foi morto no sábado, ele portava uma pistola e tinha acabado de descer de seu veículo Gol, cor prata. O militar caminhava distraído quando foi baleado fatalmente na nuca. Há suspeita de que o matador roubou a pistola do tenente Ângelo. O oficial era lotado no 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

Fonte: O Jornal

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Ex-presidiário foi assassinado com vários tiros

Mais um crime em Maceió com características de acerto de contas. O homicídio aconteceu agora há pouco, no Conjunto Denisson Menezes, no Tabuleiro do Martins.
A vítima, Edson César da Silva, de 19 anos, foi perseguido por dois homens numa bicicleta. Ao perceber a aproximação dos assassinos, ele invadiu a casa de nº 10, quadra 7, e tentou se esconder no quarto.
Segundo Maria Luciana da Silva, de 51 anos, que assistiu a execução, um dos assassinos entrou na casa já atirando e o outro ficou na porta, para que ninguém entrasse. Edson foi alvejado com vários tiros de revólver em cima da cama do proprietário da casa, que teve a identidade preservada pela polícia.

Edson que cumpriu pena no sistema prisional de Alagoas por porte ilegal de arma, havia deixo o Cyridião Durval em Novembro.
Após a execução os dois meliantes fugiram de bicicleta pelo Conjunto Denisson Menezes, que fica nos fundos do sistema prisional.
Segundo o sargento Severino, do 5º Batalhão da Polícia Militar, que faz a segurança na área, o crime deve ter sido um acerto de contas, já que a vítima foi perseguida e executada sem que tivesse chance de reagir.

Fonte: Tudo na Hora

Drogas são encontradas no Baldomero

Agentes do Grupo de Operações Internas (GOI) do Baldomero Cavalcanti encontraram na tarde desta sexta-feira, 140 papelotes (bombinhas) de maconha e cerca de 10g de crack, em uma cela no presídio Baldomero Cavalcanti.
A droga foi encontrada durante revista geral realizada pelo GOI, com apoio de agentes da Casa. De acordo com a assessoria de comunicação da Intendência Penitenciária, a conhecida ‘batida geral’ acontece sempre após as visitas.
“A idéia das revistas é justamente verificar a existência de drogas e armas, que chegam aos reeducandos através dos visitantes, porque não deixamos de cogitar a possível conivência de agentes com os familiares de presos”, disse.
O diretor do presídio, tenente José Maria, está apurando quem são os responsáveis pela droga, assim como a forma como entrou no presídio. Ainda não há informações sobre as celas e o módulo onde foram encontradas as drogas.
Os reeducandos responsáveis, responderão à novo processo na Justiça.

Fonte: Alagoas 24 horas

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

"Vou dar nome aos bois" fala Marcelo Tadeu

A crise do sistema prisional alagoano foi o tema da entrevista concedida pelo juiz da Vara de Execuções Penais, Marcelo Tadeu, ao Gazetaweb na tarde desta segunda-feira, 31. Na ocasião, o juiz externou sua preocupação com o que ele chama de ‘bomba prestes a explodir’. “E se explodir, vou dar nome aos bois”, alerta Marcelo Tadeu, que defende um grande mutirão jurídico a fim de solucionar possíveis equívocos envolvendo alguns presos, evitando assim o problema da superlotação.O juiz disse que recebeu com espanto a informação de que mais 41 presos foram transferidos para o sistema prisional. “Muitos desses presos, que cometeram crimes considerados brandos, como dano ao patrimônio ou roubo de uma margarina, não precisariam responder em regime fechado, ocupando a vaga de seqüestradores, homicidas, latrocinistas”, argumenta Marcelo Tadeu.“Hoje temos quase 200 vagas no presídio Cirydião Durval [onde nova fuga foi registrada na tarde desta segunda], mas as unidades provisórias continuam superlotadas. Isso resulta em rebelião, o que eleva os custos do Estado, quando este gasto poderia ser revertido em outros investimentos, como a construção de unidades prisionais em cidades-pólo, como Arapiraca”, analisa o magistrado, que trabalha, segundo ele, para exterminar distorções no próprio Judiciário.“Quando eu assumi a Vara de Execuções Penais, há três anos, percebi que teria dificuldade para freqüentar o presídio, porque o sistema era um caos. Era provisório com condenado, e muita gente presa sem provas, enquanto outros permaneciam detidos há mais de 15 anos sem qualquer direito que lhe assegurasse uma redução de pena, por exemplo”, complementa Marcelo Tadeu, que, quando assumiu a referida Vara, promoveu uma grande ‘limpeza’ no presídio Baldomero Cavalcante. “Atendi cerca de 620 presos. Passado um ano, chegamos a trabalhar com somente 200 vagas. Foi quando eu limitei a 25% de vagas, além da conta, em todos os presídios, a fim de evitar superlotação, causando uma reação enorme junto às autoridades constituídas”, recorda.Marcelo Tadeu ainda lembra que, ‘com uma simples normatização administrativa’, o Estado disponibilizou recursos da ordem de R$ 3 milhões para construir a Casa de Detenção de Maceió, mais conhecida como Cadeião. “Não discuto se tamanho investimento valeu a pena, porque isso não me cabe. Mas eu fui claro ao dizer que isto não resolveria o problema. Entreguei relatório ao Tribunal de Justiça, Governo do Estado, entre outros órgãos, dizendo que o câncer do sistema é o preso provisório, porque delegacia foi feita para abrigar o preso temporariamente, apenas durante a investigação, para colher testemunhas, entre outros procedimentos. Terminado o inquérito, o acusado deve ser transferido para uma casa de detenção provisória”, avalia o magistrado, que garante, em tom de brincadeira, não estar com ‘juizite aguda’, referindo-se à reação contrária de alguns colegas de trabalho.“O que tem de mudar é a visão do Ministério Público e do Judiciário, no sentido de que um réu primário, que furta uma bicicleta, por exemplo, não precise responder no presídio, permanecendo detido por um ano”, exemplifica o magistrado, que considera a citada crise um fruto da ‘insensatez’ do sistema capitalista.“Vivemos numa sociedade que prima para manter intacta a classe dos poderosos, com sua conta bancária intacta, e o poder judiciário reproduz este discurso neurótico e equivocado. A revolta de quem vai para o presídio por um crime pequeno é tão grande que muitos acabam se corrompendo junto aos ‘verdadeiros’ criminosos, enquanto outros acabam sendo vítimas fatais da selva que é o presídio, porque leão não come leão”, critica Marcelo Tadeu, que acredita na defesa, pela sociedade em geral, da pena de morte, mesmo que inconscientemente.Marcelo Tadeu é radical. “Se for para morrer, que morram os leões. Por isso, a necessidade de ordenamento, a fim de que se garante a recuperação dos ‘menos perigosos’. Por que as rebeliões no Cyridião Durval cessaram? Porque todos os que lá estão presos são condenados, e não provisórios”, justifica. Segundo ele, delitos como roubo podem ‘começar’ com a modalidade de regime aberto, ou semi-aberto. “Vejo pessoas presas porque quebraram uma grade, respondendo em regime fechado. Racionalmente, neste sentido, não vejo solução a curto prazo. Não existe Direitos Humanos para bandido, e sim Direitos Humanos para a vida”, analisa o titular da Vara de Execuções Penais.Para Marcelo Tadeu, o Governo do Estado, em conjunto com o Judiciário, precisa fazer com que o Ministério Público e a Defensoria Pública não permitam que presos ‘por pequena coisa’ continuem ‘povoando’ o sistema, como explica Tadeu: “O Ministério Público não pode ser um órgão apenas acusador. Estes presos só servem para rebelião e para serem executados, para terem a cabeça decepada. E a justiça, infelizmente, está alimentando os leões. Se continuar deste jeito, não vai ter cadeia que resolva”.Marcelo Tadeu promete tomar medidas mais drásticas, caso não se concretize uma solução, por parte das referidas instituições, em tempo hábil. “Vou precisar agir, no primeiro momento, de forma irracional, barrando a entrada de presos no sistema, mandando-os todos de volta para casa”, desabafa. “Quando a bomba estourar, e houver nova carnificina, vou à televisão denunciar os responsáveis”, alfineta Marcelo Tadeu.
fonte: Gazetaweb – Reportagem: Bruno Soriano

Tiros, perseguição e morte durante fuga no Cyridião Durval

Detentos fugiram atirando na guarda do presídio
Numa ação ousada 11 detentos do módulo 4, do Presídio Professor Cyridião Durval, conseguiram fugir no final da tarde de ontem. Durante a fuga, houve uma intensa troca de tiros com agentes do Grupo de Apoio Penitenciário (GAP) e da Polícia Militar (PM), que saíram em perseguição aos fugitivos. Dois detentos foram mortos durante o confronto.
A fuga teve início por volta das 16h40, quando um grupo serrou as grades que davam acesso À laje da unidade prisional. "Depois que eles conseguiram chegar na laje foram abrindo fogo contra os agentes que estavam no local. Para não morrer, eles (os agentes) tiveram de pular. O Jamerson estava com uma pistola 380, atirando para todos os lados", explicou um agente penitenciário, que pediu anonimato.
Quando os reeducandos conseguiram chegar ao lado de fora da unidade prisional, veículos esperavam pelo grupo e deram cobertura aos fugitivos. "Rapidamente, saímos em perseguição aos foragidos, que conseguiram entrar em uma mata, na Fazenda Licândia, entre os municípios de Rio Largo e Maceió, onde aconteceu o tiroteio. Infelizmente, o confronto foi inevitável. Eles entraram na mata atirando e tivemos que revidar, o que resultou na morte de dois reeducandos. O restante do grupo conseguiu fugir", lamentou o agente.
Recapturados
Durante a fuga, uma guarnição do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) conseguiu prender José Carlos Tenório dos Santos Júnior, que estava no Gol, cor cinza, placa MVG-7503/AL, que havia sido roubado no último sábado, na Praça Centenário, no Farol. "Ele nega qualquer tipo de envolvimento, mas as evidências contra ele são muito fortes, por isso, foi autuado em flagrante", disse o delegado Oldemberg Paranhos, que estava de serviço na Delegacia de Plantão 2.
A direção da Intendência Geral do Sistema Penitenciário (Ingesp) informou que os fugitivos foram: Adriano dos Santos Oliveira, o "Caetano"; Jamerson Santos Oliveira; Alexandre Antônio da Silva, o "Guanabara"; Adalberto Emídio da Silva; Nicevaldo Pereira da Silva; Daniel da Cunha; Claudionor Paulino da Silva; José Wellington da Silva; Roberto Jesus dos Santos; Isael dos Santos Pereira e Marcelo Barbosa.
Dos dois detentos mortos, apenas um foi identificado, Alexandre Antônio, o "Guanabara". Como os corpos estavam em local de difícil acesso, duas unidades do Corpo de Bombeiros foram acionadas para ajudar os funcionários do Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima.
fonte: tudo na hora

Vergonha no fim de 2007: Fugas, execuções, mentiras e insegurança.

Mais um capítulo vergonhoso finalizou um ano negro para o sistema prisional alagoano em 2007 com a fuga de pelo menos 13 detentos do Módulo 4 do Presídio Professor Cyridião Durval e Silva, em um episódio que teve ainda troca de tiros e duas execuções sumárias.

Por volta das 16 horas um grupo, ainda não quantificado de presos, armados com pelo menos três pistolas subiram até a laje do presídio com facilidade e saíram atirando para cima. “Todos sabiam que isto iria acontecer assim como todos sabem quem ajuda este grupo” explicou uma fonte de dentro do presídio para a reportagem do Alemtemporeal.

No grupo dos fugitivos estão Adriano dos Santos Oliveira, o "Caetano" e Jamerson Santos Oliveira acusados em vários crimes e que realizaram pelo menos a terceira fuga de cada um só este ano.

Entre os nomes divulgados pela Intendência Gera do Sistema Penitenciário (Ingesp) não consta o do perigoso bandido chamado de Vaqueirinho, envolvido em crimes de pistolagem, mas informações dão como certa a “fuga” deste reeducando e de outros que não tiveram os nomes divulgados.

Mentira e execução

Logo após a fuga a polícia informou que cercou os fugitivos em um matagal próximo ao município de Rio Largo e que teria havido um intenso tiroteio sendo que dois dos presos, Alexandre Antônio da Silva, o "Guanabara" e outro não identificado teriam sido mortos.
fonte: alagoas em tempo real

As informações, no entanto são contraditórias, pois os corpos dos banidos mortos apresentam várias lesões e sinais de execução sumária.

Além de Caetano, Jamerson e Guanabara a Intendência divulgou os nomes dos seguintes presos foragidos: Adalberto Emídio da Silva; Nicevaldo Pereira da Silva; Daniel da Cunha; Claudionor Paulino da Silva; José Wellington da Silva; Roberto Jesus dos Santos; Isael dos Santos Pereira e Marcelo Barbosa
fonte: alagoas em do tempo real

Reeducando morto em fuga segue sem identificação

Dos dois reeducandos mortos na tarde desta segunda-feira, após fuga no Presídio Cyridião Durval, apenas Alexandre Antonio da Silva, o Guanabara, teve o corpo identificado no Instituto Médico Legal Estácio de Lima. De acordo com as autoridades policiais, os reeducandos teriam sido feridos durante a fuga e seus corpos foram encontrados em uma mata de difícil acesso na Fazenda Licândia, momentos após a fuga.
Ainda na tarde de ontem, a assessoria da Intendência Geral do Sistema Penitenciário divulgou a lista com os nomes dos 11 reeducandos foragidos, seriam eles, Adriano dos Santos Oliveira, o Caetano, Jamerson Santos Oliveira, Alexandre Antônio da Silva, o Guanabara, Adalberto Emídio da Silva, Nicevaldo Pereira da Silva, Daniel da Cunha, Claudionor Paulino da Silva, José Wellington da Silva, Roberto Jesus dos Santos, Isael dos Santos Pereira e Marcelo Barbosa.
Durante a perseguição aos reeducandos, uma guarnição do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) prenderam José Carlos Tenório dos Santos Junior, 22 anos, que estava no veículo Gol de cor cinza e placa MVG 7503/AL, de propriedade de Evandro Ferreira de Nóbrega, que foi roubado no último sábado, dia 29, na Praça do Centenário.
De acordo com Evandro de Nóbrega, que esteve na manhã de hoje na Delegacia de Plantão II, no bairro do Salvador Lyra, onde está seu veículo, três homens armados com revólveres o abordaram nas imediações de uma banca de revista na Praça do Centenário. Os bandidos ordenaram que Evandro dirigisse até um canavial em Satuba, onde o abandonaram.
Evandro de Nóbrega não reconheceu Carlos Tenório como um dos assaltantes, mas afirmou que os homens que o abordaram possuíam características físicas bastante semelhantes a do jovem que foi preso com seu carro.
Carlos Tenório, por sua vez, negou qualquer envolvimento com o crime. Segundo o acusado, ele reside no bairro da Ponta Grossa, onde trabalha como comerciante, e foi abordado por vários homens quando estava em um ponto de ônibus nas imediações do Posto da Polícia Rodoviária Federal. Tenório afirma que os homens o obrigaram a dirigir o veículo Gol, que seria utilizado para dar fuga aos reeducandos.
Apesar de negar envolvimento, Carlos Tenório foi autuado em flagrante por receptação de veículo roubado e facilitação de fuga pelo delegado Oldemberg Paranhos, que estava de Plantão na Deplan II.
fonte: alagoas 24 horas